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Consultas oncológicas ultrapassam a 6 mil de janeiro e novembro deste ano

Com a implantação do setor em Rio do Sul os pacientes não precisam se deslocar para outras regiões

O número de pacientes atendidos no setor de oncologia do Hospital Regional de Rio do Sul comprova a importância que o procedimento tem para o Alto Vale do Itajaí porque até abril do ano passado eram obrigados a se deslocar a Lages, Blumenau e Florianópolis. De janeiro a novembro de 2019 foram 6.077 consultas e 3.396 sessões de quimioterapia, o que representa praticamente o dobro da quantidade compactuada com o Ministério da Saúde. No mesmo período foram realizadas 567 cirurgias oncológicas.

Durante o ato do toque do sino, que representa a conclusão da primeira fase do tratamento, o presidente da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi), Giovani Nascimento, colocou às pacientes e familiares o transtorno que esse deslocamento causava. “Certamente vocês conhecem casos de pessoas que saiam de casa de madrugada e retornavam somente à noite, numa viagem desconfortante”. Ele observou que hoje graças aos esforços das últimas diretorias o serviço de oncologia foi implantado em Rio do Sul, beneficiando pacientes de outros 27 municípios da região.

A dona de casa Angelita Fronza Tenfen, que reside em Ituporanga, sabe bem o que o deslocamento para Lages representava. Ela teve que acompanhar a mãe por 14 vezes, em sua maioria com o veículo de transporte de pacientes fora do município. “Agora venho com a minha sogra e em questão de no máximo três horas já estamos de volta”. “Isso aqui é tudo de bom que aconteceu”, acrescentou. Lora Tenfen percebeu alguns nódulos no autoexame e imediatamente procurou o seu médico, que a encaminhou para Rio do Sul. Ela fez oito sessões de quimioterapia e aguarda por cirurgia. Elenir May de Oliveira se tornou mais amiga de Lora na batalha contra o câncer, descoberto depois de sentir dores no braço.

Mais 17 pacientes participaram nesta quinta-feira (12) da ação de humanização do toque do sino no setor de oncologia do Hospital Regional. De acordo com a enfermeira Ágata Valmorbida, o ato marca o encerramento da primeira etapa da batalha contra o câncer, que é a quimioterapia. “O ressoar do sino com certeza vai proporcionar otimismo, alívio e felicidade, motivando também os demais pacientes que ainda estão em tratamento em busca da cura”, ressaltou. Vencida a primeira fase do tratamento, os pacientes seguem em acompanhamento médico.

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