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Piloto catarinense volta a Interlagos em setembro pela Porsche Cup 2019

André Gaidzinski encara as peculiaridades da pista em São Paulo, ainda mais preparado, em busca de bons resultados para subir alguns degraus no ranking geral

Depois de passar pela etapa da Porsche Cup na Europa, em agosto, o piloto catarinense André Gaidzinski volta às pistas no dia 21 de setembro, no autódromo de Interlagos (SP), onde estreou com pódio a temporada de 2019. O circuito é um dos poucos fora dos Estados Unidos a ter sentido anti-horário, o que exige concentração redobrada por parte do atleta.

"Inverter o sentido em que estamos acostumados a dirigir é algo que exige mais do piloto. Tanto fisicamente, principalmente na região do pescoço, quanto psicologicamente com os efeitos da mudança. Confesso que gosto muito do traçado desafiador dessa pista e já estou com toda a parte técnica em dia", comenta Gaidzinski.

O piloto está otimista com a passagem pelo estado de São Paulo e para encarar esse desafio tem intensificado a série de treinos físicos. Auxiliado por uma equipe de profissionais especialistas em alto desempenho, ele tem investido pesado em exercícios anaeróbicos, focados principalmente no tronco superior e no aumento da capacidade cardiovascular, e em atividades para ganho de resistência, equilíbrio, reflexo e raciocínio.

Além disso, para conquistar bons resultados em pista, ele conta ainda com as dicas do coach Giuliano Losacco, referência nas categorias de monopostos na década de 90, e agora campeão da Stock Car e Truck.

Considerado o principal evento de Gran Turismo da América Latina, a Porsche Cup é composta por corridas “Sprint”, de curta duração, e “Endurance”, de longa duração, em um total de nove etapas. Este ano, devido ao crescimento do grid após a Etapa 1, todos os carros 4.0 correm juntos e, em um outro grid, também correm juntos todos os carros 3.8, categoria de Gaidzinski.

Tecnologia e design

Para ajudar no seu desempenho e segurança, o piloto tem o auxílio de equipamentos de ponta, referência em tecnologia automotiva. Um bom exemplo disso é o capacete BELL modelo HP7, feito com fibra de carbono, sete vezes mais leve e sete vezes mais resistente que o aço. E o que o André irá estrear nessa etapa foi customizado por Allan Mosca, que também pela primeira vez está assinando uma obra oficialmente. O artista é filho do maior aerografista brasileiro, Sid Mosca, que pintou todos os capacetes de Ayrton Senna e personalizou os de Michael Schumacher, Mika Hakkinen, Emerson Fittipaldi, entre outros principais pilotos do mundo.

Além disso, para garantir bons resultados na pista, o atleta conta ainda com a mais alta tecnologia alemã em um carro com seis cilindros boxer e câmbio 'paddle shift' de seis marchas, com central de aquisição de dados 'cosworth'. Tudo isso em um modelo retrô inspirado no primeiro Porsche Campeão das 24 Horas de Le Mans, considerado um ícone no automobilismo mundial.

O piloto André Gaidzinski

Depois de um período afastado das pistas, envolvido apenas com os seus negócios em Santa Catarina, André Gaidzinski retornou no ano passado aos treinos e corridas profissionais, e fechou a temporada 2018 no circuito Porsche Cup em sexto lugar geral. Nesta temporada, alcançou o pódio já na primeira corrida da primeira etapa, disputada no autódromo de Interlagos, em março.

Em seu currículo, ele ainda traz do ano passado o 2º lugar na etapa Formula 1, também no Porsche Gt3 Cup Challenger 3.8, e ao longo de sua história passagens pela Fórmula Chevrolet, Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford, 3º lugar no Warm Up em Brasilia e 3º lugar na classificação em Goiânia. Apaixonado pela velocidade, André começou cedo o seu interesse pelo mundo dos grids. Desde os 10 anos já acompanhava as corridas de Formula FIAT e aos 17 decidiu realizar o seu maior sonho, começando a sua trajetória profissional pelo Kart, em 1991.

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